segunda-feira, 21 de junho de 2010
O nosso Woodstock
Voltar àquele lendário agosto de 1969 é impossível. Mas e se houvesse uma reedição do Festival de Woodstock? Legal, não é? E se por ventura essa reedição acontecesse aqui no Brasil? É isso que os grupos Totalcom e The Groove Concept estão realizando. O desafio é grande, o momento é outro, mas o espírito de conscientização e preocupação com o mundo prometem permanecer nas raízes do Festival. Além de atrações musicais, a organização do evento promete exposições e mostras de artes ligadas ao tema sustentabilidade, além de um fórum que também discutirá questões sócio-ambientais. O festival terá o nome de Stars With You – SWU/Woodstock e acontecerá entre o dias 9 e 11 de outubro deste ano. O local escolhido foi a Fazenda Maeda, em Itu, que fica a cerca de 70 km de São Paulo. O público já pode comemorar as presenças de Linkin Park, Dave Matthews Band, Pixies e Incubus, confirmados pela organização. A divulgação do festival tem como lema “SWU – Começa com você” e procura conscientizar o público para o tema do evento.
Há quem critique a iniciativa dizendo que o real objetivo dos organizadores é obter lucro ás custas de um mote que hoje em dia está em moda, a sustentabilidade. Claro que o retorno financeiro é esperado, porém o público deve comemorar a chance de participar de um evento que reunirá artistas importantes da música nacional e internacional e, além disso, o colocará em contato com um movimento contemporâneo de artes plásticas ligadas a um tema essencial para o planeta. E além de todo o argumento de sensibilização e engajamento do público, o SWU promete ser inesquecível tanto para aqueles que já presenciaram grandes festivais num passado não muito distante, quanto para aqueles que irão neste tipo de evento pela primeira vez. Boa música e cultura não irão faltar. Bom divertimento!
sábado, 30 de maio de 2009
Nós não percebemos, mas ela já não é tão fascinante assim.

Ontem por qualquer motivo, fui colocado a frente de uma obra de arte. Conhecida pelo mundo como uma das maiores de todos os tempos. E eu, um mero rapaz conteporâneo do século XXI não possuia a menor noção do seu teor de genialidade e emoção, me deixando completamente perplexo e rendido, como se estivesse visto qualquer coisa assustadora demais para me paralisar. Era a Nona Sinfonia de Ludwig Van Beethoven.
Essa experiência me levou a uma série de reflexões sobre a música. Reflexões que tiveram constatações catastróficas, algumas já conhecidas, outras esperadas. O resumo da ópera é que a minha geração e provavelmente a sua, foi tomada por uma ignorância musical sem precedentes. Não precisamos ser historiadores ou grandes maestros para constatar que ao contrário de outras áreas, a música teve uma enorme pausa na sua evolução no final do século XX. Não satisfeitos, os responsáveis pelas expressões musicais atuais iniciaram uma queda livre desesperadora de criativadade e qualidade. Não falo de estilos. Não se pode comparar música erudita, com jazz, rock n' roll, ou um partido alto. Cada estilo nasce de verdades diferentes e seguem caminhos distintos. O que julgo é a mediocridade de quem hoje é idolatrado por fazer "música", mas que no fim das contas é um simples ignorante, e não sabe ao menos o que é um diapasão. Nós, apreciadores, ouvintes, seja lá qual for a nomeclatura, mas que apenas gostamos de música não temos esta obrigação, mas quem vive dela tem.
Não era a intenção no começo do post, mas vi que seria inevitável não dar nome aos bois. A música deixou de ser uma expressão artística, algo que nascia de um sentimento, de um ideal. Passou a ser mercadoria. Artistas mundialmente conhecidos, hoje não passam de uma minuciosa seleção de casting. Jonas Brothers, Britney Spears, Spice Girls e BackStreetBoys, são personificações do que hoje faz sucesso. A música virou moeda, e das mais valorizadas. O verdadeiro músico, sem os mesmos potenciais estéticos dos integrantes dos grupos citados anteriormente, fica atrás do palco, seu talento é roubado descaradamente e transferido a outra pessoa. Ele não reclama porque é isso que o mantém fazendo o que ama. Ele aceita ser coadjuvante, mesmo sabendo ser o protagonista. Vivo me perguntando: Quando essa terrível tendência nasceu? Não sei. Mas, pense em Michael Jackson. Ele tinha uma escola musical fantástica, o soul music, um estilo que esbanja talentos como James Brown e sua trupe por exemplo. Porém qual é o título de orgulho do nosso bicolor Michael? O Rei do Pop.
Onde quero chegar?
Isso é a síntese do que aconteceu com a música. A essência, o talento, o dom, não são mais valorizados e o que vale agora é a imagem, o ícone.
Coloquei aqui o trecho do filme "O Segredo de Beethoven", para que vocês ouçam com seus próprios ouvidos o que estou tentando dizer. Beethoven praticamente iniciou o período Romantico na música erudita, e como todo artista romântico ele defendia a liberdade de expressão, a sinceridade na arte. E isso é notável neste vídeo, que, mesmo sendo uma interpretação ficcional, sentimos que a música é sincera, que foi uma criação carinhosamente elaborada, e executada pelo autor enquanto lhe restava forças. Mas infelizmente a sinceridade na música não é notada, atualmente boa parte do mundo não tem essa sensibilidade. Mas a cada dia fica mais fácil de perceber quem ama a música e quem apenas trabalha com ela. Pois é complicado acreditar na sinceridade da música dos Inimigos da HP quando se lembra de Cartola, que se foi sem nenhum centavo no bolso e cantando até seus últimos suspiros os sambas seus sambas mais sinceros.
Os vídeos. Compare e Comprove:
segunda-feira, 2 de fevereiro de 2009
Indústria Fonográfica e suas peculiariedades

