Alegremente ria ao fim. Todo o alivio que me tomou. Depois de horas sem exatidão, tudo que eu mais queria era me levantar e me sentir, nem que fosse o mínimo, livre. Nao sei como alguns suportam ângulos no sol. Cheiro metálico das correntes que os prendem debaixo de outra mão. Longe é tudo onde não se consegue chegar, apesar de tentar.
obs: escrevi este microtexto em 23/01/2006. Não houve alterações no mesmo.
segunda-feira, 22 de março de 2010
segunda-feira, 15 de março de 2010
Até logo
Ele quis dizer o que sentia.
Sentia mas não via,
que o falar dela ele não ouvia.
Sinais postados a frente dos olhos.
Sem entender o óbvio.
Ingenuidade infanto juvenil
Ame, brinque e seja gentil.
Memórias de bons e quentes dias
De pele e de quadril.
Empolgação e euforia
O sol brilhava quando ela sorria.
O soro tem gosto de lágrimas
Como o Titãs dizia.
Mas ele não desiste.
Põe seu amor em riste.
Convencido que não há nada mais triste.
E que nem o céu é o limite.
Sentia mas não via,
que o falar dela ele não ouvia.
Sinais postados a frente dos olhos.
Sem entender o óbvio.
Ingenuidade infanto juvenil
Ame, brinque e seja gentil.
Memórias de bons e quentes dias
De pele e de quadril.
Empolgação e euforia
O sol brilhava quando ela sorria.
O soro tem gosto de lágrimas
Como o Titãs dizia.
Mas ele não desiste.
Põe seu amor em riste.
Convencido que não há nada mais triste.
E que nem o céu é o limite.
segunda-feira, 1 de março de 2010
O Tempo
A passagem, a marcação, as lendas, a mística. O tempo são só horas? Isso tudo cabe dentro de meses? Somos tudo e não somos nada. Somos uma dízima periódica de um cálculo sobre o mundo. Somos a principal coisa em determinadas situações.
O tempo é sábio, louco e médico. Ele ensina, ele faz se perder, ele cura. O tempo é Deus. Decide sobre todas as coisas de acordo com o que ele planeja. Mas não podemos parar e esperar as rugas contarem uma história sem muita atração. Como levamos o tempo e como deixamos ele nos levar muda tudo, porque aquele mesmo caminho pode demorar muito ou pode nem durar o suficiente pra se lembrar. E lembrar é a foto que o tempo tira e guarda na nossa alma. Mas o que fica é a lição de ser, sentir e sempre se banhar na calma. Na calma certeza de que nem tudo passa, o que vale a pena sempre fica, pra te fazer companhia num domingo chuvoso de verão.
O tempo é sábio, louco e médico. Ele ensina, ele faz se perder, ele cura. O tempo é Deus. Decide sobre todas as coisas de acordo com o que ele planeja. Mas não podemos parar e esperar as rugas contarem uma história sem muita atração. Como levamos o tempo e como deixamos ele nos levar muda tudo, porque aquele mesmo caminho pode demorar muito ou pode nem durar o suficiente pra se lembrar. E lembrar é a foto que o tempo tira e guarda na nossa alma. Mas o que fica é a lição de ser, sentir e sempre se banhar na calma. Na calma certeza de que nem tudo passa, o que vale a pena sempre fica, pra te fazer companhia num domingo chuvoso de verão.
domingo, 21 de fevereiro de 2010
Vamos falar de publicidade
Não entendi o motivo de não ter escrito sobre publicidade ainda. Um assunto que eu penso, falo e reflito durante boa parte do dia. Talvez seja porque a atividade intensa de absorver conteúdo tenha me tirado o tempo necessário para desenvolver conteúdo. Depois das diversas prosas, que meus amigos não aguentam mais, sobre o fabuloso mundo encantado da propaganda, percebi que tenho muitas opiniões interessantes sobre o assunto. E quando digo interessantes não afirmo que são certas ou erradas, são apenas visões peculiares sobre algo que faz parte da cultura do brasileiro de maneira tão forte e que por vezes é tão pouco discutido fora da panela publicitária. Afinal, publicidade também é uma Assunto Popular Brasileiro.
Para começar podemos falar um pouco da mística criada em torno da atividade publicitária no Brasil. A primeira coisa que me chama atenção é a imagem que alguns adolescentes recém saídos do colégio tem do curso de publicidade. Na inevitável dúvida pré vestibular a cabeça do coitado vai de zero a cem em cinco segundos com a pressão de uma escolha que poderá (ou não) ditar o resto da sua vida. Pais, amigos, prós e contras de cada profissão, acabam gerando um turbilhão de dúvidas e a falta de informações, terminam gerando impressões que nem sempre condizem com a realidade de cada disciplina. Eles pensam: "Medicina é preciso sangue frio, psicologia é pra loucos, não vou fazer engenharia porque odeio matemática, direito tem que ler muito e administração vai me fazer um executivo, eu não quero ser executivo!". E depois pensam: "Publicidade! Sim, como não pensei nisso antes?! É isso mesmo, publicidade é moleza!". Mas o que os nossos ingênuos pupilos não sabem é que o publicitário tem que ter sangue frio, um pouco de loucura, que vai conviver com a matemática, vai ler tanto que vai virar míope e se quiser ganhar dinheiro terá que virar um executivo ou algo parecido. A rapadura é doce mas não é mole não. E é por isso que digo, esse ramo é para quem gosta, para quem respira e entende propaganda. O que não é difícil, precisa-se apenas de muita sensibilidade. Por que sensibilidade? Simples. Porque se lida com pessoas, seus sentimentos, crenças e princípios, só por isso. Portanto rapaziada que ainda não se decidiu, pense bem e pense muito, se conseguir fazer isso já é um grande passo para se tornar um publicitário.
Para começar podemos falar um pouco da mística criada em torno da atividade publicitária no Brasil. A primeira coisa que me chama atenção é a imagem que alguns adolescentes recém saídos do colégio tem do curso de publicidade. Na inevitável dúvida pré vestibular a cabeça do coitado vai de zero a cem em cinco segundos com a pressão de uma escolha que poderá (ou não) ditar o resto da sua vida. Pais, amigos, prós e contras de cada profissão, acabam gerando um turbilhão de dúvidas e a falta de informações, terminam gerando impressões que nem sempre condizem com a realidade de cada disciplina. Eles pensam: "Medicina é preciso sangue frio, psicologia é pra loucos, não vou fazer engenharia porque odeio matemática, direito tem que ler muito e administração vai me fazer um executivo, eu não quero ser executivo!". E depois pensam: "Publicidade! Sim, como não pensei nisso antes?! É isso mesmo, publicidade é moleza!". Mas o que os nossos ingênuos pupilos não sabem é que o publicitário tem que ter sangue frio, um pouco de loucura, que vai conviver com a matemática, vai ler tanto que vai virar míope e se quiser ganhar dinheiro terá que virar um executivo ou algo parecido. A rapadura é doce mas não é mole não. E é por isso que digo, esse ramo é para quem gosta, para quem respira e entende propaganda. O que não é difícil, precisa-se apenas de muita sensibilidade. Por que sensibilidade? Simples. Porque se lida com pessoas, seus sentimentos, crenças e princípios, só por isso. Portanto rapaziada que ainda não se decidiu, pense bem e pense muito, se conseguir fazer isso já é um grande passo para se tornar um publicitário.
sexta-feira, 12 de fevereiro de 2010
Frases Comentadas Parte 6
"Somos o país mais preparado do mundo para encontrar o ponto G"
Luiz Inácio Lula da Silva - Presidente da República Federativa do Brasil
Encontrar o ponto G não é tarefa das mais fáceis. Sem nem um jantar, flores, uma boa conversa, preliminares e muito, muito carinho, é difícil chegar a esse tão sonhado objetivo. Nos tortuosos caminhos até o clímax nacional, necessidades e certos caprichos precisam ser supridos com elegância e capricho de um gentleman. Queremos que a porta seja aberta para entrarmos, que a cadeira seja puxada para sentarmos e que o jantar seja de bom gosto. Bom, pelo menos é isso que eu espero.
Nosso país tem muitas qualidades exuberantes. Belezas e riquezas naturais, bom solo, boa gente, nosso clima não sofre de austeridades de dons catastróficos, nossa moeda tem se fortalecido, a inflação já parece estar a sete palmos do chão e tudo mais, só que duas coisas me colocam não apenas uma, mas umas centenas de pugas atrás da orelha: a soberba e a desonestidade do político brasileiro. Eu e a torcida do Flamengo, sabemos que assuntos com alto poder de desviar o foco do que realmente importa, como a Copa do Mundo, pré sal e Olimpíadas, são apenas maquiagens de vernis que vem bem a calhar para os caras de pau que visitam Brasília de vez em quando. Não discuto a importância dos eventos citados, porém acho extremamente ingênua a impressão que temos de que tudo parece estar às mil maravilhas, só porque conseguimos tais feitos. A massa precisa acordar, senão vai virar macarrão.
Arruda, enchentes, crise do etanol, juros exorbitantes, burocracia desanimadora, carga tributária mais pesada que bigorna, constante aumento nos salários de parlamentares, corrupção descarada, previdência falida, impunidade. Tudo isso faz parte do que há de pior por essas bandas, mas nem por isso, são capazes de manchar nossa dignidade e vontade de que tudo dê certo. Falta alguém botar ordem na casa, porque o marido tem chegado muito bêbado e assim fica difícil encontrar o ponto G. Temos que parar de fingir o orgasmo e dizer que estamos com dor de cabeça até o Brasil se tocar e tratar melhor quem lhe ama.
Luiz Inácio Lula da Silva - Presidente da República Federativa do Brasil
Encontrar o ponto G não é tarefa das mais fáceis. Sem nem um jantar, flores, uma boa conversa, preliminares e muito, muito carinho, é difícil chegar a esse tão sonhado objetivo. Nos tortuosos caminhos até o clímax nacional, necessidades e certos caprichos precisam ser supridos com elegância e capricho de um gentleman. Queremos que a porta seja aberta para entrarmos, que a cadeira seja puxada para sentarmos e que o jantar seja de bom gosto. Bom, pelo menos é isso que eu espero.
Nosso país tem muitas qualidades exuberantes. Belezas e riquezas naturais, bom solo, boa gente, nosso clima não sofre de austeridades de dons catastróficos, nossa moeda tem se fortalecido, a inflação já parece estar a sete palmos do chão e tudo mais, só que duas coisas me colocam não apenas uma, mas umas centenas de pugas atrás da orelha: a soberba e a desonestidade do político brasileiro. Eu e a torcida do Flamengo, sabemos que assuntos com alto poder de desviar o foco do que realmente importa, como a Copa do Mundo, pré sal e Olimpíadas, são apenas maquiagens de vernis que vem bem a calhar para os caras de pau que visitam Brasília de vez em quando. Não discuto a importância dos eventos citados, porém acho extremamente ingênua a impressão que temos de que tudo parece estar às mil maravilhas, só porque conseguimos tais feitos. A massa precisa acordar, senão vai virar macarrão.
Arruda, enchentes, crise do etanol, juros exorbitantes, burocracia desanimadora, carga tributária mais pesada que bigorna, constante aumento nos salários de parlamentares, corrupção descarada, previdência falida, impunidade. Tudo isso faz parte do que há de pior por essas bandas, mas nem por isso, são capazes de manchar nossa dignidade e vontade de que tudo dê certo. Falta alguém botar ordem na casa, porque o marido tem chegado muito bêbado e assim fica difícil encontrar o ponto G. Temos que parar de fingir o orgasmo e dizer que estamos com dor de cabeça até o Brasil se tocar e tratar melhor quem lhe ama.
sábado, 26 de dezembro de 2009
Aviso aos turistas
Não se assustem aqueles marinheiros de primeira viagem que chegam à cidade sem mar. Dizem que ela é cinza. É verdade. Mas é um cinza colorido. Colorido? É. Colorido pelas cores dos muros coberto de arte da rua, pelos ônibus que indicam a região que pertencem, pelos restos de verde que insistem em não abandonar os canteiros, pelo Ibirapuera, pelos murais da 23 de maio, pelo Masp, pelo marrom do Tietê e pelo preto do Pinheiros. Concordo que, para enxergar essas cores é preciso sensibilidade que poucos tem o privilégio de ter.
Parabéns São Paulo. 25 de janeiro de 2010.
Parabéns São Paulo. 25 de janeiro de 2010.
quarta-feira, 11 de novembro de 2009
Ditados

Me impressiono com a sapiência dos ditados populares. É como se alguém tivesse sentado em Copacabana, olhado o mar profundamente e escrito o lado B dos dez mandamentos. Alguns são mais sentimentalistas que outros, mas sempre vão direto ao ponto. Sem meias palavras o provérbios fazem extrato da realidade e orientam para o futuro. Eu, pelo menos, fico pasmo.
Um dos mais populares ditados diz: Manda quem pode, obedece quem tem juízo². Fascinante, não? Direto, sem rodeios. Vai colocando cada macaco no seu galho. Parece que em algumas poucas palavras a atitude autoritária natural da sociedade fica claramente desenhada sobre o efeito sábio do dito. Outro exemplo que admiro muito pelo efeito genérico que toma, independendo de criação, educação, cenário, tendências ou o que quer que seja que tenha influência sobre um indivíduo, é a sentença: Cabeça vazia oficina do diabo¹. Nestes dois casos podemos constatar, por experiência própria, o alto grau de veracidade contida nas duas máximas. Coloquemos nossos empoeirados neurônios a funcionar e imaginemos que acordamos segunda-feira pela manhã e logo nos lembramos que estamos "ligeiramente" desempregados. Algo em torno de uma semana. Durante este tempo livre, nos ocupamos de televisão e revistas masculinas. Todo esse marasmo está nos deixando completamente tediados. Num espasmo da mente, nos ocorre que podemos sair, ver gente, conhecer pessoas e etc e tal. Mesmo com nossos amigos em plena segundona trabalhando como dromedários, resolvemos ir a algum lugar onde possamos exercitar estas deliciosas possibilidades². Rodamos a cidade a procura de um programa legal, mas o máximo que encontramos foi um bingo clandestino. Ao sentarmos somos cumprimentados por uma simpática velhinha, que nos ajuda com as peripécias da jogatina. Vendo que nos demos bem com o jogo e que nosso sucesso parece ser bem superior ao dela, a anciã se mostra irritada. Aguarda mais umas 3 rodadas e não aguenta mais perder. A velhinha saca um 38 e fala grosso: _Me passa as cartelas¹!
Com esse fato inexistente, porém ilustrativo, há de certo hipérbole generalizada, mas me fez pensar, depois de ler o que eu mesmo escrevi, que no mundo as coisas são olho no olho e dentes por dentes. E que apesar de achar o contrário, a rapadura é doce, mas não é mole não. Portanto meu amigo, corra, porque quem chega primeiro bebe água limpa. E fique esperto pra não bobear, fique com um olho no peixe e outro no gato. Já que não se pode contar com o ovo antes da galinha, não deixe a chance de rir primeiro escapar, pois quem ri por último é porque não entendeu nada!
sábado, 31 de outubro de 2009
Frases Comentadas Parte 5
"Se Deus fosse mesmo brasileiro, a nossa moeda seria o dólar."
Millôr Fernandes
Deus pisca e tudo muda. "Ó céus! Estamos nos Estados Unidos da America!" Do outro lado se ouve: _Oh my God! Where am I? Shit! It's Brazil!
Ninguém entende nada. O pessoal da Folha vai parar no escritório do New York Times, a galera da People vai pra ilha de Caras, Obama na Alvorada e Lula - olha que chique - na casa branca. Uma troca indigesta para americanos, mas que fez muito brasileiro sorrir, por pouco tempo.
Enquanto isso no norte da América...
Lula convoca coletiva de imprensa para comentar o curioso fato inexplicável. A entrevista atrasa pois alguns operadores de câmera não estão conseguindo ligar seu instrumento de trabalho. O presidente já de pé atrás da bancada, curioso, pertunta: _O que está acontecendo companheiros? Alguém lá no fundo grita: _É que tá tudo em inglês aqui! Mandam chamar o tradutor oficial da presidência, que ajuda os unilíngues a ligar os equipamentos para a transmissão da entrevista. Lula começa: "Companheiros e companheiras, nunca na história deste país nós estivemos aqui! Vamos aproveitar ao máximo essa estadia. O povo brasileiro tem que se orgulhar. Nós agora não só emprestamos dinheiro ao FMI, nós temos ele pra nós agora! Temos também as indústrias, a estátua da liberdade e até Miami. Apesar que essa últma já era nossa antes, mas enfim, quero todos os brasileiros mostrando a que vieram a este país!"
Enquanto isso no Brasil...
Obama com horror de Brasília, pega o primeiro avião para o Rio de Janeiro e manda montar um palco gigante na praia de Copacabana. Manda fazer propaganda chamando o povo americano a assistir seu primeiro discurso oficial em terras tupiniquins. No grande dia, a multidão reunida em frente ao palco e em diversos lugares espalhados pelo país, aguarda seu grande líder se pronunciar sobre essa troca. Ele entra, todos o ovacionam e ele começa: "Nós sabemos que essa não é a nossa casa, não gostamos dessa terra, mas fazer o que? Vamos superar as dificuldades e transformar esse território de terceiro mundo num lugar melhor que o lugar de onde viemos! Yes, We Can!"
1 ano depois O Criador dá uma parada no twitter e vai ver o que aconteceu com os dois países.
Ele se arrepende profundamente. Nos EUA não tem terra, nem petróleo e nem etanol de qualidade. O povo brasileiro que vinha do interior do Brasil não tinha conhecimento suficiente tocar negócios, não sabia como se aquecer no inverno e ao contrário dos americanos, como povo hospitaleiro que é, deixou-se infestar de mexicanos ilegais. Já no Brasil, nenhum americano sequer, sabia plantar uma batata. Dificultavam o turismo solicitando vistos de permanência impossíveis de serem conseguidos e se perderam aos montes no meio das matas Atlântica e Amazônica.
O que Deus fez? Mandou metade dos chineses para o Brasil e outra metade para os Estados Unidos. Já que eles fazem de tudo por um precinho camarada.
Millôr Fernandes
Deus pisca e tudo muda. "Ó céus! Estamos nos Estados Unidos da America!" Do outro lado se ouve: _Oh my God! Where am I? Shit! It's Brazil!
Ninguém entende nada. O pessoal da Folha vai parar no escritório do New York Times, a galera da People vai pra ilha de Caras, Obama na Alvorada e Lula - olha que chique - na casa branca. Uma troca indigesta para americanos, mas que fez muito brasileiro sorrir, por pouco tempo.
Enquanto isso no norte da América...
Lula convoca coletiva de imprensa para comentar o curioso fato inexplicável. A entrevista atrasa pois alguns operadores de câmera não estão conseguindo ligar seu instrumento de trabalho. O presidente já de pé atrás da bancada, curioso, pertunta: _O que está acontecendo companheiros? Alguém lá no fundo grita: _É que tá tudo em inglês aqui! Mandam chamar o tradutor oficial da presidência, que ajuda os unilíngues a ligar os equipamentos para a transmissão da entrevista. Lula começa: "Companheiros e companheiras, nunca na história deste país nós estivemos aqui! Vamos aproveitar ao máximo essa estadia. O povo brasileiro tem que se orgulhar. Nós agora não só emprestamos dinheiro ao FMI, nós temos ele pra nós agora! Temos também as indústrias, a estátua da liberdade e até Miami. Apesar que essa últma já era nossa antes, mas enfim, quero todos os brasileiros mostrando a que vieram a este país!"
Enquanto isso no Brasil...
Obama com horror de Brasília, pega o primeiro avião para o Rio de Janeiro e manda montar um palco gigante na praia de Copacabana. Manda fazer propaganda chamando o povo americano a assistir seu primeiro discurso oficial em terras tupiniquins. No grande dia, a multidão reunida em frente ao palco e em diversos lugares espalhados pelo país, aguarda seu grande líder se pronunciar sobre essa troca. Ele entra, todos o ovacionam e ele começa: "Nós sabemos que essa não é a nossa casa, não gostamos dessa terra, mas fazer o que? Vamos superar as dificuldades e transformar esse território de terceiro mundo num lugar melhor que o lugar de onde viemos! Yes, We Can!"
1 ano depois O Criador dá uma parada no twitter e vai ver o que aconteceu com os dois países.
Ele se arrepende profundamente. Nos EUA não tem terra, nem petróleo e nem etanol de qualidade. O povo brasileiro que vinha do interior do Brasil não tinha conhecimento suficiente tocar negócios, não sabia como se aquecer no inverno e ao contrário dos americanos, como povo hospitaleiro que é, deixou-se infestar de mexicanos ilegais. Já no Brasil, nenhum americano sequer, sabia plantar uma batata. Dificultavam o turismo solicitando vistos de permanência impossíveis de serem conseguidos e se perderam aos montes no meio das matas Atlântica e Amazônica.
O que Deus fez? Mandou metade dos chineses para o Brasil e outra metade para os Estados Unidos. Já que eles fazem de tudo por um precinho camarada.
quarta-feira, 7 de outubro de 2009
Olimpíadas 2010 no Brasil!

Já num traje esportivo
Não é um erro grotesco. É a mais pura verdade! No seleto ano de 2010 teremos uma das mais importantes competições de todo o mundo. As eleições.
Delegações como PSDB, PT e PMDB já estão confirmadas nessa fantástica disputa entre os melhores atletas das urnas dos últimos tempos. Teremos grandes estrelas do cenário nacional como Fernando Collor de Mello, Paulo Maluf, Dilma Rousseff, José Serra, entre outros.
Entre as modalidades estarão o salto ao senado, corrida ao recesso, arremesso de ética e a mais badalada de todas a maratona, onde o vencedor levará a medalha de ouro para a sua nova casa, o Palácio da Alvorada. Acompanhe toda a preparação destes sensacionais astros na íntegra, todas as noites no horário de propaganda eleitoral gratuito, bem aí, na sua TV!
Uma competição imperdível!
segunda-feira, 28 de setembro de 2009
Eu gostaria de ser...
Sempre me pergunto: Por que somos quem somos? Quem afinal decidiu colocar nossa personalidade num determinado corpo, para sermos filhos de determinadas pessoas e viver determinada vida? Me questiono quanto a razão de ter nascido onde nasci, na época que nasci. Suspeito que essas são só algumas das milhares de perguntas sem respostas que cada ser humano tem em estoque na mente. Mas se não conseguimos respondê-las, podemos no mínimo enfrentá-las. O que te prende ao lugar onde vive e ao emprego que tem? É só uma questão de interpretação. É se entender que nós não "somos" nada. Nós "estamos" sempre.
Ninguém "é" feliz. Fica-se feliz. Não há pessoas tristes. Existem, apenas, pessoas que "ficam" viciadas na tristeza. Felizmente, quem quer que seja, nos colocou num lugar onde podemos crescer, pensar, expressar e evoluir. Nascer não é uma forma de condenação. O destino tem dois finais para tudo, que dependerão das escolhas feitas. Como dizia alguém que não me lembro a graça, "não escolher já é uma escolha".
Se eu gostaria de ser, já me limitei a gostar com certa condição. Gosto e pronto. Algo errado nisso? Definitivamente não. Correr atrás do que se gosta, se ama, não é o ideal. Correto mesmo é correr ao lado, pra não deixar o sonho fugir. Desprender-se de dogmas, paradigmas que não sabemos nem mesmo de onde surgiram é o grande feito pra quem quer realmente estar feliz com o que faz, com quem está e com o que ainda deseja, por muito tempo.
Só digo uma coisa. Pensar duas vezes, às vezes, são vezes demais.
Ninguém "é" feliz. Fica-se feliz. Não há pessoas tristes. Existem, apenas, pessoas que "ficam" viciadas na tristeza. Felizmente, quem quer que seja, nos colocou num lugar onde podemos crescer, pensar, expressar e evoluir. Nascer não é uma forma de condenação. O destino tem dois finais para tudo, que dependerão das escolhas feitas. Como dizia alguém que não me lembro a graça, "não escolher já é uma escolha".
Se eu gostaria de ser, já me limitei a gostar com certa condição. Gosto e pronto. Algo errado nisso? Definitivamente não. Correr atrás do que se gosta, se ama, não é o ideal. Correto mesmo é correr ao lado, pra não deixar o sonho fugir. Desprender-se de dogmas, paradigmas que não sabemos nem mesmo de onde surgiram é o grande feito pra quem quer realmente estar feliz com o que faz, com quem está e com o que ainda deseja, por muito tempo.
Só digo uma coisa. Pensar duas vezes, às vezes, são vezes demais.
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